Libertação

À força do embate violento,
O mar transpõe os obstáculos.
Sem um rumo definido,
Vagueamos ao ritmo do vento.
E a tempestade que se aproxima,
Será um só momento.

As pedras protegem,
O que o rosto não oculta.
O que a força do mar invoca,
É a nossa suprema culpa.
Todo o nosso tormento,
Está entranhado entre os calhaus.
Sem saber onde esconder o nosso lamento,
As ondas, desvanecem pelo ardor que nos aflige.
Os erros que não têm perdão,
São as rochas que rolam pelo chão.

A noite emerge rapidamente,
Como a onda que embala a pedra.
Precedido por um frio gélido,
A brisa agride um rosto cadente.
Penetrando violentamente na alma,
De um corpo já moribundo.
Libertando os derradeiros gemidos,
Na despedida deste mundo.


02.01.2008