Não me alimento das lágrimas de ninguém.

Não me alimento das lágrimas de ninguém.
Não repiso os rancores,
Daqueles que fazem das infelicidades dos outros ,
Em glórias pessoais.
Sobrevivo, com o peito aberto,
Enfrentando as amarguras da vida,
Com um olhar sempre discreto.

Pelas lágrimas de alguém,
O meu coração entristece.
A minha alma fica frágil,
E a alegria de viver desvanece.

Por cada lágrima que escorre numa face,
É menos uma gota de sangue,
Que circula nas minhas veias.
A dor de ver alguém chorar é tão intensa,
Que essas lágrimas, que percorrem um rosto,
Não matam a minha sede,
Só fortalece a minha razão.
Porque as lágrimas dos outros,
Não deveriam alimentar o espírito da ingratidão.


20.07.2007